Quinta-feira, Maio 12, 2005

No Reino dos Céus

Depois de ver o filme saí do cinema com a sensação que passados 1000 anos a história insiste em perpetuar-se... O homem, esse ser tão inteligente, continua a cometer os meus erros, a lutar por bens materiais, quando a religião, seja ela qual for, se baseia em valores humanos e espirituais.

Num mundo cada vez mais materialista, mais individualista, em que as pessoas vivem cada vez mais isoladas e na solidão, a fé deveria ser um apoio, um "amigo"... algo em que as pessoas pudessem verdadeiramente recorrer sem ter de se auto punir ou condenar... "Se fiz isto entao vou pagar isto... vou ser condenado a isto... e julgado assim..." Tudo tem uma causa efeito, nao precisamos de nos estar constantemente a julgar... precisamos sim, de fazer o que nos faz sentir bem, sem prejudicarmos o outro.

Reino dos Céus... recomendo. Não sendo brilhante, faz-nos pensar.

***

Wicked Game

The world was on fire
No one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd meet somebody like you
And I never dreamed that I'd lose somebody like you

No, I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
No, I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you

What a wicked game you play
To make me feel this way
What a wicked thing to do
To let me dream of you
What a wicked thing to say
You never felt this way
What a wicked thing to do
To make me dream of you
v And I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
And I don't want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]

{World was on fire
No one could save me but you
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd love somebody like you
I never dreamed that I'd lose somebody like you

No I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart
No I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you

Nobody loves no one


Miss you so much!
***

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

Walking in my Shoes

I would tell you about the things
They put me through
The pain I’ve been subjected to
But the lord himself would blush
The countless feasts laid at my feet
Forbidden fruits for me to eat
But I think your pulse would start to rush

Now I’m not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes

You’ll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
If you try walking in my shoes

Morality would frown upon
Decency look down upon
The scapegoat fate’s made of me
But I promise you, my judge and jurors
My intentions couldn’t have been purer
My case is easy to see

I’m not looking for a clearer conscience
Peace of mind after what I’ve been through
And before we talk of repentance
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes

You’ll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes

Now I’m not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes

You’ll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes

Now I’m not looking for absolution
Forgiveness for the things I do
But before you come to any conclusions
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes

You’ll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes
If you try walking in my shoes
Try walking in my shoes

By Depeche Mode

(porque a adoro... porque a acho perfeita... porque diz tudo)


Domingo, Dezembro 26, 2004

História do Amor

"Convite da Loucura

A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café na sua casa. Todos os convidados apareceram. Após o café, a Loucura propôs:
- Vamos brincar às escondidas?
- Escondidas? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.
- Escondidas é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês escondem-se. Quando terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
-1,2,3,... - a Loucura começou a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e escondeu-se perto dele debaixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam-se escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove.
- CEM! - gritou a Loucura. - Vou começar a procurar...
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava mais pois queria saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...
Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho. A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas.
Hoje, o Amor é cego e a Loucura acompanha-o sempre."


Autor anónimo.

Quarta-feira, Novembro 24, 2004

Eu não sei quem te perdeu...

"Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu."


Beijo no coração....

Segunda-feira, Novembro 22, 2004

Moinho D. Quixote

Existem lugares que são perfeitos... que nos tornam felizes so pelo prazer de estarmos lá.
Assim é o Moinho... perfeito... é outra realidade que se vislumbra nos cadeirões de verga, nas almofadas coloridas e no calor da lareira acesa enquanto se bebe um chocolate quente e nos deliciamos com a vegetação da serra e o Guincho como pano de fundo...
Luz ambiente, o cheiro a lenha queimada, os desfilar dos gatos, a cumplicidade das pessoas que frequentam aquele local como se tivessem descoberto o paraiso na terra... tudo naquele local é magico...
Talvez por ser um paraiso perdido no meio do nada, mas no melhor local que me lembro, recomendo a todos os que gostam de ser surpreendidos e maravilhados que visitem e se deixem apaixonar pelo Moinho da Azoia...

Quinta-feira, Novembro 18, 2004

Aprendizagens

E de repente tudo faz sentido outra vez...
Adoro ser surpreendida, voltar a acreditar que as pessoas são sinceras, que nem tudo é negativo e escuro. Automaticamente esqueço todas as pessoas pequeninas que conheci e se cruzaram na minha vida e olho para o futuro com olhos esperançados de relacionamentos melhores.
Até me desiludir, foste e tens sido uma agradável surpresa e que de dia para dia vou descobrindo e conhecendo.
Conversas interminaveis que só são interrompidas pelo avançar da hora, sorrisos esboçados, risos permanentes, indirectas directas sobre o que gostariamos de fazer... e assim vamo-nos desvendando pouco a pouco, sem jogos desnecessários, sem mentiras aparentes, sem exibicionismos permanentes...
Nestes meses sozinha aprendi a dar sem ter medo de perder, a deixar ir o que não tem volta e a não lutar por o que não merece esforço. Mas aprendi também que as pessoas são todas diferentes por muito semelhantes que sejam, e que cada caso é um caso, e por isso devemos que dar uma oportunidade a quem nos toca sem percebermos sequer o porque...
Adoro estar viva e sentir-me assim... tão bem.

Segunda-feira, Novembro 08, 2004

Mar

Rumei à praia na expectativa daquele imenso azul me ajudar... eterno confidente, leal, sem discursos moralistas, sem regras... apenas possuidor de uma enorme envolvencia, força, inteligencia e respeitabilidade... tudo o que eu nao encontro nas pessoas... e por isso recorro a ti quando me sinto assim: perdida, tão frágil, com tudo a fugir-me das mãos, sem rumo e acima de tudo tão só quando tanta gente me rodeia.
Contemplei-te durante horas, lembrei-me de pessoas que foram importantes para mim, escrevi a quem continua a ser importante e contei-te tudo o que precisava para voltar, não com respostas milagrosas, mas com uma enorme calma e motivação para continuar a lutar.
Ainda que não me tenhas acalmado o coração, ajudaste-me no que deve ser a minha prioridade neste momento...
É nestas alturas que penso que deve ser bom ter um companheiro com quem partilhar tudo o que se sente... Será que ele existe? Será que uma opção tomada erradamente perdi por completo a oportunidade de ser a sua sereia?
Talvez...

Emoções

Odeio despedidas... não as definitivas, porque essas são inevitaveis e irreversiveis, mas aquelas despedidas do meio termo... do até já que pode demorar anos.
Ontem foi assim... vozes que saem a tremer, conversa de quem não quer ser confrontado com aquele inevitável momento.
Vais um ano para Moçambique... opção tua... nada te prende a lisboa, queres fazer coisas novas, conhecer pessoas diferentes e vais partir em busca disso.
Tal como a ti, a mim nada me prende a esta cidade além do imenso amor e admiração que sinto por ela... mas não consigo partir! Um ano em Londres! Uma pós graduação, um mestrado, porque não???!! POrque me deixo ficar presa a uma fantasmagórica segurança e não parto em busca do desconhecido?
Mas hoje é para falar de ti e para te agradecer tudo o que me ensinaste nestes cinco anos de intensa convivência (por vezes até demasiada). Para te dizer que sei que vais voltar daqui a um ano e nada vai estar diferente entre nós... nós seremos pessoas com outra vivencia, mas a nossa amizade permanecerá igual, porque há amizades que são assim... imutaveis e inabalaveis.
Espero que tudo te corra bem nesta tua opção de vida e que acima de tudo não percas nada do que te torna um dos melhores seres humanos que conheci.
Um beijo... e fica muito bem.